Uma crônica sobre saudade:
Vivemos felizes, mas não para sempre.
Todos os dias passamos por pequenas vitórias e pequenas perdas.
Todos os dias pequenas ou grandes alegrias e arrebatadoras tristezas.
Todos os dias chegadas e partidas.
E a partida, essa que hora manda carta de aviso prévio, noutra demite por justa causa, parte nosso coração em pedaços. Eu nunca me adaptei com os fins, é que esses muitas vezes não justificam os meios felizes que tivemos ao lado de quem tanto amamos. Deixar para trás o querido torna ferido nosso coração! E como se recuperar de algo tão presente como o passado? Cada passo que damos para frente deixa algo para trás, e isso de deixar para trás é coisa séria. Já deixei para trás coisas que me perseguiram muito tempo, e como me curei? Não sei. Nem sei se me curei. Saudade, ainda carrego comigo, e essa maldita faz em mim muitos vazios, mas também preenche a minha latente solidão. Dizem por aí que sofrer de saudade é melhor do que caminhar vazio, sabe lá... Sei que em muitas esquinas da vida, na minha profundo melancolia, a saudade me fez uma cruel e fiel companhia. Nem sei muito bem onde ela começou a me acompanhar, as vezes acho que nasceu comigo, devo ter sentido saudade do calor de morar dentro do ventre de minha mãe. Nunca se sabe do que podemos sentir saudades, das coisas mais diversas. Mas, será a saudade o amor que fica? Ou apenas essa nossa sina de sofrer? Sei que não importa o porquê. Ainda sentirei saudades, e enquanto busco a verdade da vida levo comigo mil saudades em um pequeno ser. Eu sou saudade e, de resto, temo nunca saber o que sou.
•||#autora: ~[Nati Soares]®||• #Poéticação
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