Você sequer olhou pra trás,
por isso não percebeu que eu te olhava como quem observa um quadro de Monet:
Em silêncio e demoradamente. Sem pecado.
Meu olhar que invadia os poros, trombava com o teu genoma a ponto de ver seus ancestrais.
A ponto de ver quem você era em outras vidas e mesmo assim querer e reconhecer.
Como se quisesse te tatuar em minha retina.
Como se eu conhecesse o suficiente pra te olhar tão profundamente e,
Ao mesmo tempo, te desconhecesse a ponto de te observar em segredo.
Tudo que quis foi em segredo. Guardei teu nome na concha das mãos
Para sempre ser um ato de confissão quando eu te chamasse.
Era sempre um ato de generosidade quando me atendia.
Era sempre era um ato de coragem quando ia ao teu encontro.
Afinal, quem observa um quadro de Monet em segredo?
•||#autora: ~[Michelle Oliveratto] ®||• #Poéticação

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