Penso que talvez se ela não possuísse tantas borboletas no estômago alguém a amasse para sempre. Talvez se a vida mudasse do nada e ela mudasse juntinho com ela vida, talvez alguém a amasse para sempre. Talvez se ela fosse como a amiga, a irmã, a rival.. talvez alguém a amasse para sempre. Talvez se ela parasse de escrever coisas assim, alguém a amasse para sempre. Talvez se ela esquecesse todas as dores passadas e mudasse o presente, alguém a amasse para sempre. Se seu cabelo fosse liso, se tivesse um metro e oitenta e os dedos juntinhos sem costumes de escrever , alguém a amasse para sempre. Talvez se ela fosse calada no momento de falar e falasse no momento de calar, alguém a amasse para sempre. Talvez se ela não se recordasse de nada, de ninguém e não tentasse usar as suas dores para evitar as alheias, alguém a amasse de verdade. Mas talvez, se ela fizesse tudo isso, não fosse ela. Aí com certeza ninguém a amaria de verdade porque quem estaria lá não era ela e sim outra pessoa com o seu nome e o seu nome é o que mais gosta, ela iria querer ser aquela pessoa de cabelo cacheado que fica toda hora no impasse de “quero cortar para mudar, porém quero que cresça.” Os meninos disseram que cabelo liso é bonito, mas se ela flui cachos pretos. Ela é essa mesmo que ninguém costuma conhecer pois sempre tiram conclusões precipitadas e apontam defeitos.
Talvez ela só acredite em coisas não mais acreditadas e goste do barulho que o silêncio faz
•||#autora: ~[I. M. Leite]®||• #Poéticação
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