O amor é mesmo um grande arriscar
Não pode ter medo de se machucar
Ao invadir a bagunça lembranças, cacos e feridas
Tentar cura-las, junta-las, arruma-las
A qualquer preço ou medida.
Abrir um novo cenário em harmonia
Para isso tem que se esquecer da dor
E lembrar-se de que o amor
traz os resistentes esparadrapos do conforto
Fecha as ferias, ameniza as guerras e os cortes nas mãos
De quem um dia segurou um amor pelas palmas
Com as pontas dos dedos e com seu próprio coração
Que por tanta persistência
Acabou esvaindo pelas frestas da passageira paixão
Ah! tem que ser valente para amar
Não se sabe o certo o que encontrar
O mar do viver e uma infinita e densa profundeza
Há de desviar os olhares das cicatrizes inúmeras
De um imperfeito coração
Realçar o que um dia se perdeu, mas não foi-se
Buscar na alma a pureza natural
Que mora no afundo daquele ser
Resgatar os pedaços dissipados
Ser um artista plastico!
Trazer o "eu" do ser amado
Dar abrigo seguro debaixo da compreensão
Cuidar, zelar e mostrar em gratidão
Que para quem ama, não importa os rasgos nas mãos
Nem o sangue de percorre entre seus dedos
Deste que ajunta os pedaços em paciência
Até transformar os caquinhos
Em um terno coração em resiliência
Pronto para habitar um nova peça em ação
Para logo florescer o maior dos sentimentos eternos
O amor e seu desabrochar poético.
•||#autora: ~[Ana Beatriz Hoft] ®||• #Poéticação.

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