terça-feira, 30 de maio de 2017

Roubando Rosas no Asfalto

“Acordo cedo durmo tarde,
Pois o segredo da vitoria é jamais se covarde.
Sociedade é um monstro com fome de sanidade
E a minha insanidade talvez seja a única liberdade
Dentro dessa bela cidade

Senti saudades, mas o orgulho era maior
Então resolvi seguir em frente
Com criatividade busquei o meu melhor
E olha só encontrei luz internamente

Um delinquente? Não senhor
Sou apenas um sonhador, que sempre acreditou
Que nunca hesitou e que a frente encontrará o êxito

Sem exílio, aqui bato no peito
Que o intuito é fazer rima de efeito
Daquele jeito sempre com respeito

Eu acredito que nossos espíritos estão unidos
De algum jeito
Mas em conflito infinito é difícil ver o recôndito
Desse conceito

Então medito pra me livrar desse sentimento maldito
Que o objetivo é sermos perfeitos
Inédito, pois sempre me edito
Erudito e suspeito, meus atritos
Foram o que me fizeram tomar jeito

Enigmático como os signos do zodíaco
Vi como era mágico o barulho do silencio
Incógnito nesse universo vi o propósito
que existe no tempo

E o amadurecimento foi algo tão emblemático
que até parece patético eu ter ficado tão Psicótico
os calos da caminhada hoje devem ser o motivo
de eu andar tão apático

É que nessa trilha ouve tanto óbito
Que os espinhos já não me impedem
De roubar rosas na beira do asfalto

Assalto à mão armada a casa de cultura
Hoje são amores e literatura
Invés de flores na sepultura.”


•||#autor: ~[D. Magalhães]®||• #Poéticação













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