terça-feira, 2 de maio de 2017

Esse amor líquido que não mata minha sede...




Disse que gostávamos de admirar as belezas que ficavam do outro lado do oceano atlântico. 
E, essa é uma verdade quase universal, se não fossemos a única espécie que tem capacidade de enxergar o azul. Você sorriu. Você sempre sorria no final das minhas metáforas enquanto um oceano atlântico se instalava entre nós. Você era um oceano atlântico instalado no meu peito e, por muitas vezes, abri os braços e calculei o tempo pra saber quantos sóis seriam necessários para evaporar você de mim, mas você sabe que sou muito mais das palavras do que dos números. Consegue entender? Esse amor líquido que não mata minha sede mesmo se tratando de um oceano. Essa possibilidade de construir uma ponte enquanto teimamos nessa ideia de sermos ilhas flutuantes.

•||#autora: ~[Michelle Oliveratto]  ®||• #Poéticação

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