"Eu ando me assistindo feito um arbitro divino, não interfiro
e nem ajudo a mim mesmo só olho a merda acontecer até porque nada pode pegar
fogo antes que se ascenda a faísca. Eu vi dois barcos mortos na praia e olhos
sem horizonte em um mar de lágrimas, sem rosa dos ventos, sem direção, divino,
igual a deus eu me sinto, único e sozinho. Não cometo erros bíblicos, não tenho
danças de astros famosos feito os que dançaram o primeiro evento do Big Bang,
eu me mantenho arbitrário atrás do tempo no tic-tac ao relento a morte vem a
mim como o vento que leva a fumaça de meus cigarros enquanto eu vejo o universo
se formar nas cinzas do cinzeiro, a
liberdade caótica do stopmotion do meu caos é orgásmica. Eu escolhi não ter lágrimas
e nem sentimentos, eu rasgo planos todos os dias e minhas baixas criativas são
maiores do que as que acontecem na África do sul toda via eu só me assisto.
Tropeço em desejos e caio em ilusões, sou igual ao divino, achei que existisse
mais humanidade nessas pessoas; achei que existisse mais humanidade no amor. Eu
que agora prefiro a morte como companheira de chá fico tonto só de pensar
quantas almas deixaram esses corpos, quantas almas deixaram esse corpo; EU LHE DIGO...
É tão silencioso o cortejo da imortalidade, vejo que lembrarão meu vulgo!"
•||#autor: ~[Caique Maciel Arruda]®||• #Poéticação

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