terça-feira, 9 de maio de 2017

Certos Cidadãos

 "Tantos julgamentos
Muitas certezas
E pouco conhecimento
Sobre os meus reais passatempos
Vários pressentimentos

Infinitas referências
E poucos relatos verdadeiros
Sobre o que sinto quando vejo meu reflexo no espelho.
Tanto desespero

Muita insegurança
E logo torna-se impossível o controle dos próprios problemas
Intrigas feitas entre toda a vizinhança
Que você causou durante toda a existência.
Pois tamanhos são seus julgamentos

Gritantes as certezas
Além de também sua língua
Seu pressentimento
Que vem para acusar
Mas não aconselhar
Se ocupar

Com o que não lhe diz respeito pelo o que se estima
E sobre sua correria?
Tantos desesperos
Muitas inseguranças
Existentes na mesma
Por pura insistência

Que qualquer um pode ver
Menos você.
Porque tudo o que sabe é apontar
Menosprezar
Dizer o que ele ou ela devem fazer
E julgar.

Mas me diz quem és tu?
Para relatar o que acha certo para alguém ou errado?
Sendo que não conhece suas necessidades
E nem ao menos as virtudes, qualidades
Apenas os pecados.

E logo torna-se impossível cuidar dos próprios problemas
Pois são tantas as referências
E poucos os relatos verdadeiros
Que em verdade são apenas incertezas
Divulgadas sobre a vida de uma pessoa que disto não tem consciência

Que você então nunca tem tempo Para cuidar de seus afazeres
Para deixar de comunicar seu falso lamento
Então de vez crescerdes
E sim para praticar a maldade
Levar ainda mais desestabilidade
Para o outro que já está sofrendo

Desestabilizado
Porque no seu ridículo pensamento
Precisa sentir-se melhor do que próximo
Em um "modo avançado"
Como se tudo na sua jornada estivesse perfeitamente engajado

Porque tudo que o sabe é divulgar
Criticar e opinar
Sobre uma coisa que nem sequer pode provar
Permanecer a se posicionar
Porque talvez nunca tenha experimentado olhar para sí

Seus relacionamentos
Seu reflexo no espelho
Porque talvez não seja feliz
E por conta disto precisa me ver ou vê-lo também infeliz.
Plenos julgamentos
Imensas certezas

Que você nem se quer pensa no que fala ou faz
Então os momentos se vão com um simples sopro do vento
E você nunca percebe que na verdade não é capaz
De olhar para o próprio nariz

Reavaliar seus conceitos
Cuidar apenas da própria vida
E nem ao menos entender
Que todos somos iguais apesar de diferentes
Saímos do mesmo ponto de partida ao nascer
De dentro de diversas barrigas

Será que você me compreende? Tamanhos são seus julgamentos
Gigantes as certezas
E também sua língua
Além de sua falta de bom senso
Para com toda gente
Mas me diz quem és tu?
Para me dizer o que devo ou que preciso?

Sendo que mal me conhece
Sendo que não entende minhas rimas e teses
Sendo que depois sairá falando Sobre ela ou ele sem nenhum juízo
E isto até quando?
Como se você fosse o melhor exemplo
Perfeito

Como se fosse você fosse o tal sujeito
Um alguém que merece respeito
Mas que não sabe respeitar o alheio sofrimento
Por conta dos seus julgamentos

Por conta de seu ego e escroto pensamento."

    •||#autora: ~[Aline M.]®||• #Poéticação




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