És minha suicide girl,
que explode corações
igual a noiva de Kill Bill.
O pecado errante;
a burlesca a desfilar.
Ela faz os cães de aluguel
gaguejar.
Minha doce estricnina.
Lolita,
virgem decaída;
contorcendo-se, enquanto
estico em suas virilhas
as carreiras de cocaína.
Ela diz que meus lábios
têm gosto de poesia...
Embora, sejam só
resíduos de nicotina.
Diga-me que não fomos
felizes:
quando decidimos colorir
nossas cicatrizes?
Diga-me que não foi
feliz,
enquanto
dançávamos o último
tango em Paris?
Ou rasgávamos a Avenida Brasil,
montados em meu Cadillac,
rindo,
bem loucos de conhaque?
Senhor e Senhora Xanax.
Somos versões contemporâneas
de Bonnie e Clyde!
Você chorava, na porta
giratória,
quando fui atingido,
disse: agora, mire em meu peito
e atire!
Ali, encerrava-se o ciclo natural;
E, nem havíamos feito sexo anal.
Bruno Sanctus.

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