quarta-feira, 15 de março de 2017

Sou poesia

Eu me tornei poesia, porque a minha alma transbordava tudo aquilo que o meu coração sozinho não suportava.
Eu parei de falar para escutar o que a minha alma falava, virei poesia sem fim, passei a escrever tudo aquilo que a minha alma me contava ...
Eu sou uma poesia ambulante, sou o começo, o fim, o adiante, sou o livro que criou asas e saiu da estante.
Eu sou a comédia, o suspense, o drama, o sonho que levantou-se da cama ...
Sou a porta que divide presente e passado, vejo os dois lados, porém sigo a diante, passado já foi e presente acaba em um instante.
Eu sou poesia, e sendo poesia já fui ignorada e contemplada, compartilhada e arquivada, lida ou vivida  ...
Eu vi o precipício de perto, lutei pelo início incerto  ...
E tô aqui, porque a poesia é nada mais do que o amor, e amor não morre, não envelhece, o amor é aquele porre que não se esquece ...
Amor é a lembrança, a esperança.
Amor é intervalo, é o vão, o chão.
Amor é tempo indefinido, seja ele escondido ou exibido.
E nem que me provem o contrário eu iria embora, o amor existe, com o tempo você aprende que o verdadeiro, aquele que fica, esse demora!

•||#autora: ~[Tais Santos]®||•

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