Aquele bilhete antigo
guardado em um velho livro
empoeirado de sentimentos arcaicos
me olhou como se me desejasse mais
do que o que nele está escrito.
Lembrei que seu conteúdo
embaralhava palavras contraditórias
que traduziam uma tal teoria
dissociada da prática.
Levantei os olhos, tirei o cisco, sorri,
e o joguei, sem pensar, ao mesmo fogo
que outrora acendeu uma chama.
Decidi ouvir e dar voz a um eu, lírico,
um tanto quanto poético
que sabe escrever o que sente
e não mente,
ao invés de dar ouvidos
àquelas palavras
que insistiam em me convencer
que era normal viver triste
pensando que era amor.
empoeirado de sentimentos arcaicos
me olhou como se me desejasse mais
do que o que nele está escrito.
Lembrei que seu conteúdo
embaralhava palavras contraditórias
que traduziam uma tal teoria
dissociada da prática.
Levantei os olhos, tirei o cisco, sorri,
e o joguei, sem pensar, ao mesmo fogo
que outrora acendeu uma chama.
Decidi ouvir e dar voz a um eu, lírico,
um tanto quanto poético
que sabe escrever o que sente
e não mente,
ao invés de dar ouvidos
àquelas palavras
que insistiam em me convencer
que era normal viver triste
pensando que era amor.
Autor: Monique Barcelos

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