A vida e a poesia
Desde o primeiro suspiro do homem
Houve poesia!
Pois se suspirou, viu
E se viu, tocou
E se tocou, sentiu.
Sentiu o prazer de viver
Uma poesia tão pura e inocente.
E ali existia vida
Vida de olhar as coisas
Vida de amar por inteiro
O que mais seria a vida
Se não essa fonte cheia de saber?
Que tentamos compreender.
Hoje o homem também suspira
Mas suspira de cansaço
E se cansando, não vê
E se não vê, não toca
e se não toca, não sente
Aceitando o resto da miséria
Que tem o homem que não vive.
Olhemos então a simplicidade da vida:
Imagine uma vida de sorrir de verdade
Vida de cuidado com o próximo
Vida de ouvir os pássaros
Vida de fazer carinho em um gatinho na varanda
Vida de escrever
Vida de conquistar com humildade
Vida de reciprocidade
Vida de dançar
Vida de dar um bom dia
Vida que saibamos viver.
A maior dádiva que temos
Nossa chance de viver
Jogamos fora e o que resta
É uma vida desgostosa
Sem o brilho daquele primeiro suspiro
Podamos a vida
E nos contentamos com tão pouco
Com a vida do aparecer
A vida do só chorar
A vida do reclamar
A vida do odiar
A vida que temos levado.
Onde fazemos e temos tudo
Menos a vontade de viver.
~Gentleman
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