"Eu via o que mais ninguém via. Melhor acreditar que eu era
louca do que acreditar que eu simplesmente via e ouvia. Quanto peso de
julgamento! Quantas vezes ficava ouvindo que era melhor que eu fosse internada
para que ainda pudesse ser salva dos meus rompantes.
Por ter sempre ouvido
tudo, um dia ia acabar rompendo os cabos de aço do meu coração. Medonho, mas
ainda não era o momento.
Quando rompi se assustaram muito. Mas alguém tinha escrito
que não era meu fim.
E não foi. Precisei abraçar e ouvir muitas vezes depois as
batidas de outros corações que precisavam de mim.
Me internei em mim mesma. E fui longe demais. A vida era
oito ou oitenta. Aprendia ou enlouquecia. Fiz os dois. E o que aprendi com a
dor e com o amor e com a loucura de viver? Que ainda continuo por aqui. Para
fazer algo que ainda não foi feito.
Porque senão, não mais estaria. Talvez esse seja o mesmo motivo de
também você estar."
#ContinueALutar

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